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Ransomware na Capcom (2020) — por que um dispositivo VPN antigo foi a porta de entrada, e a defesa contra a dupla extorsão
A porta de entrada foi um dispositivo VPN antigo de backup que continuou ligado numa subsidiária norte-americana depois de unidades novas o substituírem. A partir dele a rede foi invadida, os dados foram roubados e então o ransomware criptografou os sistemas (dupla extorsão). Dados de até ~390.000 pessoas foram potencialmente expostos (nenhum dado de cartão de pagamento). A Capcom se recusou a pagar, restaurou de backup e divulgou de forma transparente. Defenda-se desativando equipamentos sem uso, aplicando patches em dispositivos de borda e cobrindo tanto o roubo quanto a criptografia (segmentação, detecção, backups).
Ransomware na KADOKAWA / Niconico (2024) — por que se espalhou por toda a empresa, e segmentação de rede & BCP
A entrada foi descrita como phishing que roubou as credenciais de um funcionário; a partir daí a rede interna foi invadida e o ransomware rodou, derrubando muitos serviços do grupo (incluindo o Niconico) por meses e vazando dados de ~250.000 pessoas. Relatos e análises atribuem a propagação por toda a empresa a sistemas de criticidade muito diferente que dividiam a mesma rede — supostamente com pouca segmentação. Defenda-se segmentando a rede por criticidade, usando autenticação resistente a phishing e preparando continuidade de negócios (BCP) e recuperação.
O que é ransomware? Como funciona, como entra e como evitar pagar
Ransomware é um malware que criptografa seus arquivos e exige pagamento para tê-los de volta. Ataques modernos adicionam a dupla extorsão — roubam os dados primeiro e ameaçam vazá-los, então só descriptografar não detém o vazamento. Principais rotas de entrada: phishing, VPN/RDP fracos ou sem MFA e falhas sem patch expostas à internet. A defesa mais importante são backups offline/imutáveis mais testes de restauração — conseguir se recuperar sem pagar. Também feche a entrada (MFA, patches) e limite o raio de impacto (privilégio mínimo, segmentação).
Fundamentos de backup: a regra 3-2-1 e um plano de recuperação que sobrevive a ransomware
'Tenho um backup' não basta — só um backup que você verificou ser restaurável é real. O básico: a regra 3-2-1 (três cópias, dois tipos de mídia, uma fora do local). Para ransomware você também precisa de ao menos uma cópia 'offline ou imutável' — um backup sempre conectado é criptografado junto com o original. Sincronização na nuvem não é backup (ela replica exclusões e criptografia também). Versionamento e um teste de restauração periódico completam a prática.
Vazamento em massa do MOVEit (2023) — como um zero-day de SQL injection alcançou mais de 2.700 organizações, e como se defender
A entrada foi um zero-day de SQL injection (CVE-2023-34362) no MOVEit Transfer, exposto à internet. Um web shell (LEMURLOOT) foi plantado e dados foram roubados em massa do banco de dados de retaguarda, atingindo mais de 2.700 organizações e cerca de 93,3M de pessoas. A maioria das vítimas foi arrastada indiretamente porque um fornecedor usava o MOVEit. No seu ambiente: patch rápido de KEV, minimizar a exposição, menor privilégio e segmentação entre web↔DB, inventário de fornecedores e minimização de dados.